A valorização da indústria rural começa aqui

O que é um Parque Industrial Rural?

É um parque de âmbito municipal destinado essencialmente à implantação de unidades industriais para a transformação e a comercialização de produtos agrícolas locais, como moagem de cereais, produção de óleos alimentares, de conservas, sumos, compotas, etc., mas também para satisfazer necessidades das populações locais noutros produtos (panificação, têxteis e confecções, serralharias de ferro e alumínio, carpintarias, etc.). 

Os parques industriais rurais (PIR) são devidamente infra-estruturados, com vias de circulação, redes de electricidade e de água ligadas às redes públicas ou, mais frequentemente, a geradores e captações próprias, bem como dotados com serviços de apoio às empresas instaladas (oficinas de manutenção de máquinas, equipamentos e veículos, recauchutagem de pneus, logística, entre outros), e ainda com instalações administrativas.

A sua importância em Angola

Os parques industriais rurais permitem à indústria instalar-se e desenvolver-se num local específico, planeado e melhorado para o efeito, que facilita a operação e as ligações com o ecossistema relevante, enquanto aporta vantagens competitivas. Os PIR são concebidos com o objectivo de atrair investimento, criar emprego e promover exportações, permitindo em simultâneo ultrapassar barreiras ao processo de industrialização como o acesso limitado a infra-estruturas, tecnologia e financiamento, elevados custos de produção, entre outros.  

São, desta forma, uma importante ferramenta para uma industrialização sustentável e inclusiva, tendo como objectivos principais:

  • Desenvolver o sector industrial
  • Diversificar a economia e fomentar a exportação
  • Contribuir para fortalecer a segurança alimentar e nutricional
  • Atrair investimento e promover a integração nas cadeias de valor globais
  • Promover e facilitar a criação de postos de trabalho
  • Contribuir para a inclusão social e a de género em termos de emprego e de benefícios económicos.

Veja onde se localizam os PIR de Angola

Estratégia

O Governo de Angola está apostado em fortalecer a indústria rural no país com vista a contribuir para a criação de postos de trabalho, a inclusão social e de género em termos de emprego, a redução da pobreza, bem como a garantia de segurança alimentar, e assim melhorar as condições de vida e o bem-estar das populações.
Para este efeito, e no sentido de fomentar o crescimento económico do país, o Executivo de Angola tem vindo a desenvolver várias iniciativas ao longo dos anos. 

De entre as mais recentes, de destacar a identificação e a implementação de parques industriais rurais, trabalho que se enquadra no Plano de Desenvolvimento Industrial de Angola 2025, no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 e na Estratégia de Longo Prazo – Angola 2050, alinhados com o Programa de Fomento da Pequena Indústria Rural (PROFIR) ou o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI).

Documentos PECPIR

Parque Industrial Rural de Cacuso

Malanje

Situado no município com o mesmo nome, na província de Malanje, o Parque Industrial Rural de Cacuso tem uma posição estratégica que lhe proporciona fácil acesso a importantes vias de transporte, nomeadamente a duas estradas nacionais (EN230/104 e EN322), assim como a uma das três maiores e mais importantes linhas férreas do país, que liga Malanje a Luanda. A sua localização, na proximidade de uma zona significativamente urbanizada, facilita desta forma a distribuição eficiente de produtos e mercadorias para diferentes regiões.

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O PIR de Cacuso ocupa uma área total de 10 hectares, com uma zona infra-estruturada de 3.5 hectares. Tem três contentores-escritório, devidamente equipados para serviços administrativos e instalações sociais; e tem duas naves, cada uma com 300 m². Em relação ao fornecimento de água, o PIR de Cacuso é suprido por um poço, sendo que a ligação à rede de abastecimento ainda não está implementada. Já em termos de electricidade, tem acesso à rede nacional, dispondo de um posto de transformação com 100 quilovolts-amperes e dois geradores a combustível.

Do ponto de vista climático, a região é considerada sub-húmida chuvosa. Existem duas estações distintas: a época quente entre Setembro e Abril, e a época fresca entre Maio e Agosto. A temperatura média anual é de 22ºC, com uma amplitude diária média de 4ºC; a evapotranspiração anual é na ordem dos 1.000 milímetros e a humidade relativa varia entre 75 e 80%.

A região de Cacuso tem condições favoráveis à actividade agrícola, nomeadamente para as culturas de milho, feijão, mandioca, batata-rena, batata-doce e hortícolas em geral; havendo ainda um interesse regional no desenvolvimento da pecuária de pequeno porte.

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10

hectares área total 

3.5

hectares zona edificada

2

naves (300 m2 cada)

Parque Industrial Rural da Canjala

Benguela

Localizado na região norte do município do Lobito, na província de Benguela, e próximo da fronteira com a província de Cuanza-Sul, o Parque Industrial Rural da Canjala é adjacente ao rio Balombo e servido pela Estrada Nacional 100 (EN100).

Inaugurado em Agosto de 2017, o PIR da Canjala tem cerca de 13 hectares de área e uma zona infra-estruturada de 3.5 hectares, composta sobretudo por quatro naves, cada uma com 120 metros quadrados (m²). Dispõe ainda de três edifícios de menores dimensões: um escritório administrativo, uma portaria, e uma casa-de-banho.

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Este PIR é abastecido por um furo de água e reservatórios associados, sendo que não está de momento conectado à rede de abastecimento nacional. O mesmo acontece em termos de energia eléctrica, em que o parque é abastecido por geradores a combustível. Sob o ponto de vista climático, a região da Canjala tem duas estações distintas: a época quente entre Setembro e Abril, e a época fresca entre Maio e Agosto. A temperatura média anual é de 24ºC e a amplitude térmica média é de 7ºC; sendo que a região apresenta uma evapotranspiração anual na ordem dos 1.200 milímetros e uma humidade relativa entre 75 e 80%.

A zona reúne assim características propícias à actividade agrícola, nomeadamente à exploração de milho, feijão e mandioca. Existe ainda na região uma elevada produção de ginguba e de planta de palma. Produz-se também banana, cana-de-açúcar e hortícolas. Os produtos cultivados são vendidos na sua maioria na Canjala, mas também são transportados para o Lobito, Benguela e Luanda. O cultivo na região é sobretudo manual, com alguma mecanização que tem por base o uso de tractores (muitas vezes alugados) e o recurso à tracção animal.

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13

hectares área total 

3.5

hectares zona edificada

4

naves (120 m2 cada)

Parque Industrial Rural de Tomboco

Zaire

Instalado a cerca de 8 quilómetros da vila-sede do município do Tomboco, na província do Zaire, noroeste do país, o Parque Industrial Rural do Tomboco é acessível através da Estrada Nacional 120 (EN120) e benefica de uma notável diversidade geográfica, onde se incluem as bacias dos rios Mbridge e Lukunga.

Estabelecido em Julho de 2017, tem uma área infra-estruturada de 3.5 hectares, expansível até 10 hectares (dimensões actuais do terreno). Disponibiliza de um escritório e de sete plataformas para instalação de múltiplos edifícios. Na primeira fase de implementação foram edificadas quatro naves industriais, cada uma com 120 m².

O fornecimento de água é feito através de um sistema de furo com três reservatórios de 30 mil litros de abastecimento, não existindo acesso tanto à rede de água como à de electricidade.

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Em termos climáticos, este território é considerado sub-húmido chuvoso. Apresenta duas estações distintas, com a época quente entre Setembro e Abril e a época mais fresca entre Maio e Agosto. A temperatura média anual é de 23ºC e uma amplitude térmica média é de 4ºC, com uma evapotranspiração anual na ordem dos 1 200 milímetros e uma humidade relativa média de 85%. 

A zona reúne condições consentâneas com a actividade agrícola, nomeadamente para as culturas de mandioca, hortícolas e fruta, sendo o Tomboco reconhecido pela enorme produção de citrinos e de ananás. 

O projecto Escola de Campo, que consiste em formar e capacitar os agricultores para o cultivo de hortícolas, tem sido uma mais-valia, com amplos resultados, como o aumento significativo da produção e consequente escoamento de produtos para Soyo, Cabinda e ainda para a República Democrática do Congo.

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10

hectares área total 

3.5

hectares zona edificada

4

naves (120 m2 cada)

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